quarta-feira, 19 de julho de 2017

Amenidades, afinidades e afins

A cada dia se alinha mais esta possível história.
A fina corda se afina em tons de meias, ou quase, notas.
A rima arruma triste uma escrita um tanto robótica.

Corre por mim em sonho distinto que sinto, não mais, vazio
instinto afim tal qual aflito, repercute, ao marcar seu ritmo.
Desavanço pois desavença há de vir, não sei se assim,
o quanto cresço ao ser intenso na calma para o seu ouvir.

Leio serenamente descrente retratos portados de imaginário.
Inventário inventado por vento e desenhos trocados.
Sobressalto de assalto que chega a querer fazer o que fiz
enquanto o que faria, indubitavelmente, tem a dúvida como uma atriz.

Refaço a cada sutil estilhaço o caco do meu habitual papel.
Garranchos e borrões em linhas confusas de almaço
incidem a cada novo traço de si uma luz em mim
como coisa velha ou nova de sentir logo no fim que, digo, não sigo.
Ou como seria consigo a novidade fosse, o verso, assim?


Por Carlos Fernando Rodrigues

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Supernova

Sempre fora silêncio obstante
no mais obscuro do azul cósmico
onde a vida sublima um instante.

Seu calor em obsolescência, aquiescia,
e o frio aqueceu quando novamente
do resto e nada, houve silêncio somente.

Ouve-se agora o tempo.
Houve o tempo em que o tempo passava,
embora agora entoe sua despedida desesperada.

Núcleo de espaço-tempo,
onde tempo não se passa e espaço não se ocupa.
Bolo ao forno denso de massa, dentro de casa.

Grave ao vácuo onde não graves, ou agudos.
Inquieto por ser viés de qualquer tudo
onde tudo no fim findará ao nada do escuro.

Por Carlos Fernando Rodrigues



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Ciudad Barbara (Buenos Aires)

Un o dos deseos de mi vida...
Un amor temprano y quedarme caminando,
pues nel más oscuro que me fué
pude mirar el ser más puro hecho en usted.

El físicamente, el qual dicen lejano, no existió
por la vez que nos sentimos, del viejo señor, cercano.
Sin medo estoy a escribir, sin mi innata dolor.
Cosa que solamente hizo por la fuerza de su amor.

Aunque creo estar de pasaje mientras hay felicidad,
desearía la permisión perenne de seguir usted
desde mi señora oscuridad, hasta la luminosa eternidad.

No sé si respira exactamente los mismos aires,
pero a mi se muestran más bellos en nuestro baile,
trayendo en ellos nuestra alegría por esas calles.

Sólo miramos que no hace falta la oscuridad en nuestros aires.
Me gustaría hablar aquí acerca usted una vida o más,
pero así siendo, no desearía otra en cual no tendría certeza
que ella me regalaría esta singularidad perfecta,
mirada en la simplicidad con la que puedo a ti amar.

Por Carlos Fernando Rodrigues