sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Ciudad Barbara (Buenos Aires)

Un o dos deseos de mi vida...
Un amor temprano y quedarme caminando,
pues nel más oscuro que me fué
pude mirar el ser más puro hecho en usted.

El físicamente, el qual dicen lejano, no existió
por la vez que nos sentimos, del viejo señor, cercano.
Sin medo estoy a escribir, sin mi innata dolor.
Cosa que solamente hizo por la fuerza de su amor.

Aunque creo estar de pasaje mientras hay felicidad,
desearía la permisión perenne de seguir usted
desde mi señora oscuridad, hasta la luminosa eternidad.

No sé si respira exactamente los mismos aires,
pero a mi se muestran más bellos en nuestro baile,
trayendo en ellos nuestra alegría por esas calles.

Sólo miramos que no hace falta la oscuridad en nuestros aires.
Me gustaría hablar aquí acerca usted una vida o más,
pero así siendo, no desearía otra en cual no tendría certeza
que ella me regalaría esta singularidad perfecta,
mirada en la simplicidad con la que puedo a ti amar.

Por Carlos Fernando Rodrigues 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Miúdos

      "A intensidade do bater de asas é uma das principais diferenças para definirmos a mosca e a borboleta." (Eu)

     Hoje eu senti vontade de escrever algo agradável, sutil, singelo e gostoso. Coisa qualquer que carregasse o ritmo de um trem e a simplicidade daquele outro eu que era moço. Me pego imaginando o quanto dias assim são raros. Ao menos assim consigo meu valor, completamente diferente do que se vê no mercado. Seco à sombra da chuva que me molhou os cachos, digo a todos que dizem querer ouvir o que penso para pensar sobre isso: "Dispenso". Pensar tem hora, sentir tem hora, qualquer trem na vida tem. Em um instante para o agora, posso até mudar e pensar um sol só pra esse troço. Não quero. Prefiro dispensar à pensar, deixar a chuva molhar, a água cair, a vida fluir...
       Falar de amor de novo poderia ser tão melhor aceito, bem vindo e notável para as pessoas. Mas quem disse que simplicidade simples não pode ser chamada de amor? A verdade, minha, é que qualquer sensação é uma manifestação deste. Podemos sentir o bem, o mal, o fraco, o intenso, o farto e o raro tendo-o como um alicerce irracional do que definido foi como sensitivo. Dessa forma, em qualquer de suas variedades, ele se faz indispensável à vida tal como a esse texto desatado e desregrado. Nos limitamos nesses termos e aspectos pelo fato exato de sermos racionais, sociais e conceituais. Só nos valemos e nos fazemos valer do que é intenso, estético e preferivelmente cinematográfico. Estabelecemos, para sentir, bases tão complexas que nem mesmo à ela a maioria de nós é capaz de chegar, e quando chega-se, chega. Parece desumano prosseguir, o suficiente para dizermos em absoluta e reconfortante hipocrisia que "é a vida". Particularmente, duvido que seja. Ainda que absolutamente descrente, creio no fundo, que as coisas podem ser simplesmente como a face da natureza nos mostra, e não como pensamos, afinal, pensar é a comodidade do ser humano. Alegamos, e sempre nos desculpamos por, pensar. Nunca por sentir. É o que julgamos como processo natural, a quem também culpamos por não sabermos lidar com a intensidade exigida na nossa autocomplexibilizada vida contemporânea. O que poderia ser algo bem pensado, não se tornasse um paradoxo atrelado à nossa resistência e inexperiência ao simples sentir. Sinceramente desconheço o ponto evolutivo onde intensidade se tornou sinônimo de felicidade que, coincidentemente ou não, além de um sentimento é absolutamente volátil e flexível. É querer chegar ao fim caminhando em direção ao início absoluto de tudo. Seria muita pretensão minha afirmar um lógico retrocesso biológico. E no desfecho, nos desapontamos por decepcionarmos ao sermos decepcionados.
      Ora, sentir a vida não é somente o intenso. Ou toda essa asneira seria um teatro pretenso. As miudezas também se sentem e para isso o são, numa grandeza que ignoramos por serem somente natureza. E debilmente, seres humanos que somos, nos orgulhamos disso na mesmíssima intensidade em que seguimos sendo ignorantes por natureza. Quando decidi pensar, não consigo lembrar quando quis todo esse asfalto, complexidade sentimental, velocidade e barulho. A verdade é que sempre quis poder escolher sentir. O ritmo, a terra, a chuva, o frio, o som. Somente queria sentir hoje. Ter em mim o suficiente para dispensar o que me faz dispersar de mim e ir. O faço, como iniciante mas, sim. Repasso, errante e errado, meu sentir a quem lê. Não pense que para isso tive que pensar. Acreditar nisso  certamente é desconhecer como gosto de escrever.

Carlos Fernando Rodrigues

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Não leia.

Sou poeta, quer ver?
Espinho da rosa, prego no angu.
Rima incerta em verso e prosa
Rima esperta, espreita e se aquieta reta.

Se um dia falo de amor,
Cochicho no seu ouvido de leitor.
Se por ali eu falo de mim,
Vai ser incômodo ter estômago até o fim.

E assim me vou. Se rimar, te tiro o ar.
Se rima não fizer, viro qualquer sr. José, Mané.
Ai de mim ser poeta pra você ler.
Prefiro assim, ser ser só de ver.

(Avisado você foi, jovem padawan)

Carlos Fernando Rodrigues